A família é responsável por iniciar o processo de desenvolvimento da criança, tanto no aspecto físico como o intelectual.
Os filhos que contam com pais presentes em suas rotinas têm mais chance de se desenvolver adequadamente nos aspectos sociais intelectuais e emocionais.
Um ponto importante que não pode ser deixado de ser levado em conta são os aspectos financeiros e físicos.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente é dever da família, da sociedade e do estado assegurar a criança e o adolescente o direito a vida, à saúde, à alimentação, a educação, ao lazer, a profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária.
O Estatuto reforça ainda que a familia tem obrigação de proteger a criança contra casos de negligencia, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
É no contexto familiar que as crianças desenvolvem os primeiros laços afetivos e comportamentais e dessa forma o seu caráter acaba sendo formado.
Por outro lado, a escola vai ser o local onde as crianças aprendem a conviver, administrar conflitos, desenvolver o conhecimento e aprender coisas novas.
A criança normalmente encontrara apoio na família para desenvolver os aspectos cognitivos e sociais.
Ela observa o comportamento e atitudes dos responsáveis e assim passam a reproduzir toda e qualquer atitude que aprenderam no seio familiar.
Os pais devem incentivar o comprometimento, a responsabilidade e o interesse pelo estudo e consequentemente o conhecimento por parte dos seus filhos.
A participação ativa da família garante um melhor desempenho das crianças e adolescentes, além de estimular neles uma maior confiança, autoestima e engajamento nas práticas escolares.
Assim fica claro a importância da sintonia entre escola e família no processamento de aprendizagem.
Vygotsky em uma das suas três teorias sobre a interação escola-família defende: O princípio da contínua interação entre a base biológica do comportamento e as mutáveis condições sociais; os fatores biológicos preponderam sobre os sociais apenas no início da vida.
E no caso das crianças com necessidades especiais ? como a família deve proceder?
No passado crianças com deficiências eram tratadas de forma diferenciada e na sua grande maioria eram estigmatizadas.
Muitos pais achavam que o aproveitamento escolar não seria satisfatório e que essas crianças não teriam a capacidade de aprender, de se desenvolver e de se relacionar com as demais crianças.
Em muitas situações os pais descobriam, de forma tardia, que essas crianças necessitavam frequentar as escolas e se socializar. Com isso muitas habilidades que poderiam ter sido desenvolvidas acabavam se perdendo com o passar do tempo.
A partir da Conferencia de Jontiem, em 1994, através da Declaração de Salamanca, surgiu a Inclusão Escolar com o objetivo de romper o paradigma educacional existente. Nesse momento as crianças com deficiências passaram a ser reconhecidas como cidadãos e aceitas no ambiente escolar.
A Escola Inclusiva pressupõe que todas as crianças podem aprender e dessa forma podem fazer parte da vida escolar e social.
Com o passar dos anos o deficiente passou a ser visto com maior respeito e carinho e as famílias começaram a receber maior apoio.
Apesar dessa sensível melhora ainda nos dias de hoje ainda existem preconceitos e discriminação, infelizmente.
Em uma sociedade inclusive a relação Escola x Família deve ser de cooperação e interação, onde ambas caminham juntas da direção do atendimento adequado às necessidades da criança.
Tanto os objetivos como as decisões a serem tomadas devem ser discutidas e trabalhadas entre todos os envolvidos.
Quando crianças com necessidades especiais compartilham o mesmo espaço com crianças que não possuem deficiências, o respeito e a valorização por parte desses vai ocorrer de forma natural.
As escolas sabedoras da importância da inclusão devem desenvolver métodos diferenciados para atenderem todos os alunos.
Cada aluno deve ser valorizado dentro das suas individualidades e seu tempo de aprendizagem.
Cabe a escola garantir condições para que os alunos possam se relacionar e se locomoverem em todos os ambientes da escola.
Os pais devem ajudar seus filhos especiais com as tarefas escolares e ainda ensinar a eles a importância da escola para o seu desenvolvimento como pessoa.
O sucesso da Educação Inclusiva depende da aliança entre escola e família, e isso vai exigir um esforço em conjunto com todos unidos e com um objetivo em comum.