O desenvolvimento sexual é uma etapa muito importante no processo de desenvolvimento do ser humano.
Hoje em dia os pais se preocupam não só com a socialização, como por exemplo a questão do abuso sexual. Esse cuidado faz que eles adotem medidas de superproteção ao invés de fazer o equilíbrio entre a necessidade de liberdade e vigilância.
Os filhos, por outro lado não entendem as limitações e as dificuldades que lhe são impostas, e isso faz com que o relacionamento entre eles acabe se deteriorando.
A sexualidade por muito tempo tem sido tratada como algo complexo e de difícil abordagem.
Conversar com as crianças passa a ser de extrema importância nos dias de hoje porque isso nos remete a falar sobre autoestima, prevenção e abuso sexual e gravidez na adolescência.
É importante que se tenha esse dialogo desde cedo, e esse assunto deve ser tratado no primeiro momento, no ambiente familiar.
A abordagem do tema Sexualidade deve ser feita de forma planejada e intencional, naturalizando o assunto.
Se falar sobre sexo e sexualidade traz muitas vezes constrangimento e discriminação, o que falar quando esse assunto é tratado com uma pessoa com necessidades especiais.
Em muitas ocasiões esse assunto é ignorado de forma proposital, sendo mais fácil tratar a pessoa com necessidade especial como um ser assexuado do que prestar os devidos esclarecimentos de forma clara e objetiva.
Hoje estamos vivendo um momento em que a inclusão está presente no ambiente escolar.
A escola constitui o principal ambiente de aprendizado e desenvolvimento e hoje a educação focada na inclusão valoriza as diferenças e apoia a participação de todos no processo educativo.
Modificações no corpo e no comportamento decorrentes da puberdade assim como desenvolvimento psico-afetivo e social merecem cuidadosa reflexão e orientação.
A educação sexual deve ser levada em conta na elaboração de programas de inclusão e qualidade de vida para pessoas com necessidades especiais.
A consciência sobre a orientação sexual vem ao longo dos anos e ela é uma coisa dinâmica que é compreendida a partir da adolescência.
A escola em parceira com a família, exerce um papel fundamental quando propõe diálogos sobre sexualidade no ambiente escolar.
Um trabalho que pode e deve ser desenvolvido é o apoio às meninas no sentido de ensina-las em suas decisões voluntarias voltadas principalmente em relação a gravidez não planejada.
A Educação inclusiva tem a proposta de oferecer a aprendizagem com qualidade a todas as crianças, garantido o direito de aprenderem juntas, independente da deficiência ou transtornos emocionais.
Na maioria das vezes os professores não se sentem à vontade ou não se sentem preparados para abordar questões referentes a sexualidade.
Costumam se sentir constrangidos quando as crianças fazem perguntas relacionadas a sexo ou sexualidade.
A questão de Sexualidade tratada na escola é muito ampla, porem devem ser tratadas pelas perspectivas biológicas.
A Orientação sexual não deve ser reprimida, mas sim trabalhada de modo que o adolescente consiga entender de acordo com as suas limitações, as mudanças que estão ocorrendo nos seus corpos.
A Sexualidade nos portadores de necessidade especiais se inicia na infância, mas é na adolescência que surge da mesma forma do que nos outros adolescentes. Isso ocorre a partir da mudança física e psicossocial com a finalidade de dar a vida sexual infantil a sua forma adulta.
Os impulsos são os mesmos. A diferença está na colocação dos limites, sempre mostrando o comportamento adequado e o não adequado.
Muitas vezes a falta do convívio social faz com que tenham dificuldades de compreender o que é um comportamento apropriado.
A escola para muitos é o único local de convívio social, onde fazem amigos, se relacionam, conversam, criam vínculos e trocam questionamentos.
É na adolescência que os portadores de necessidades especiais agravam suas dificuldades na socialização, por serem mais impulsivos e não terem o menor senso crítico.
Um ponto importante é que uma pessoa com deficiência intelectual não seja capaz de ter uma vida sexual compatível com exigências sociais e dessa forma podem aprender a exprimir os seus desejos de forma socialmente aceita.
Os educadores nos dias de hoje devem repensar o formato e a abordagem desse tema, criando novas alternativas de propostas pedagógicas.