Equoterapia é um método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais.
A palavra equoterapia (do latim ?equus? e, do grego, ?therapeia?) foi criada pela Associação Nacional de Equoterapia - ANDE-BRASIL em 1989 para caracterizar todas as práticas que trabalham com o cavalo utilizando técnicas de equitação e atividades equestres, objetivando a reabilitação e/ou educação de pessoas com deficiência e/ou com necessidades
A equoterapia é um método terapêutico físico, ocupacional e educacional que utiliza cavalos, que servem para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo, melhorando as funções neurológicas, sendo indicado para pessoas que possuem deficiências físicas ou necessidades especiais, como síndrome de Down, paralisia cerebral, esclerose múltipla ou autismo, por exemplo.
Esse tipo de terapia, também chamada de hipoterapia ou terapia assistida por cavalos, tem como base os padrões repetitivos dos movimentos do cavalo, o que estimula as respostas da pessoa, melhorando a mobilização, o equilíbrio, o fortalecimento muscular e a interação social, por exemplo.
A Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos em nível físico e psíquico. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.
A prática de equoterapia se dá sobre o cavalo em movimento, precedida por algumas sessões de reconhecimento do animal.
Montado no cavalo, o praticante ? termo que designa a pessoa em atividade equoterápica ? começa a sofrer em seus músculos os mesmos estímulos que usaria para andar.
Durante as sessões de Equoterapia ocorre integração sensorial entre os sistemas visual, vestibular e proprioceptivo e envio de estímulos específicos às áreas correspondentes no córtex, gerando alterações e reorganização do Sistema Nervoso Central e, consequentemente, ajustes posturais e padrões de movimentos mais apropriados e eficientes.
A aquisição de maior mobilidade da pelve, coluna, adequação do tônus, maior simetria e melhor controle da cabeça e tronco podem explicar porque crianças com Paralisia Cerebral, por exemplo, após sessões de Equoterapia, demonstram melhora na função motora global e nos parâmetros da marcha.
A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.
A equoterapia pode ser praticada por qualquer pessoa, de qualquer idade.
O tratamento de equoterapia dura em média dois anos, podendo ser reduzido ou estendido em função do diagnóstico, da característica de cada praticante, além de outros fatores intervenientes.
As sessões de equoterapia geralmente duram cerca de 30 minutos, são realizadas 1 vez por semana, podendo ser realizadas individualmente ou em grupo, com orientação e acompanhamento de um terapeuta, que pode ser um fisioterapeuta especializado, psicomotricista ou fonoaudiólogo, por exemplo, para orientar os exercícios.
No entanto, cada criança tem suas necessidades e, portanto, os exercícios podem variar de criança para criança, bem como o tempo em que os resultados podem começar a ser notados.
Para acompanhar a evolução do trabalho e avaliar os resultados obtidos, deve haver registros periódicos e sistemáticos das atividades desenvolvidas com os praticantes.
A ética profissional e a preservação da imagem dos praticantes de equoterapia devem ser constantemente observadas.
Quais os benefícios da equoterapia no autismo?
Os resultados desta pesquisa apontam que a equoterapia propicia inúmeros efeitos benéficos para crianças autistas no que se refere a motricidade e aos aspectos cognitivos e psicológicos, visto que as atividades propostas pela terapia com cavalos geram benefícios ao equilíbrio, concentração e postura.
A equoterapia alcança ótimos resultados nos pacientes com autismo porque melhora a interação social, a linguagem e a área emocional. Isso porque a criança aprende a superar alguns medos, melhora a expressão facial, olha nos olhos, acena dizendo tchau e busca fazer amizade com os que estão presentes nas sessões.
Equoterapia é um termo amplo, referindo-se às várias áreas que empregam o cavalo por equipes multidisciplinares, com objetivos terapêuticos variados. Dentre suas subdivisões está a hipoterapia, que se destina à utilização do cavalo por um fisioterapeuta e equipe para o tratamento de reabilitação.
Centro de Equoterapia é uma entidade jurídica que dispõe de instalações físicas, equipe de profissionais habilitada (mínima: fisioterapeuta, psicólogo e o profissional de equitação), um médico responsável, cavalos e materiais adequados, com fins de prestar atendimento equoterápico para Pessoas com Necessidades Especiais.
A prática da Equoterapia é indicada para os seguintes quadros clínicos:
? Doenças genéticas, neurológicas, ortopédicas, musculares e clínico-metabólicas;
? Sequelas de traumas e cirurgias;
? Doenças mentais, distúrbios psicológicos e comportamentais;
? Distúrbios de aprendizagem e de linguagem.
A segurança física do praticante dever ser uma preocupação constante de toda a equipe, tendo em vista:
? o comportamento e atitudes habituais do cavalo e às circunstâncias que podem vir a modificá-los, como por exemplo uma bola arremessada ou um tecido esvoaçando, nas proximidades do animal;
? a segurança do equipamento de montaria, particularmente correias, presilhas, estribos, selas e manta;
? a vestimenta do cavaleiro, principalmente nos itens que podem trazer desconforto ou riscos de outra natureza;
? o local das sessões onde possam ocorrer ruídos anormais que venham assustar os animais.
A data comemorativa 09 / 08 foi instituída pela Lei nº 12.067/2.009 com o objetivo de difundir essa importante modalidade terapêutica.