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Comportamento inadequado ou inapropriado refere-se aqueles comportamentos que as crianças expressam muitas vezes por ausência de conhecimento ou de habilidades para uma determinada situação.

Os pais também sofrem por não saberem como agir e com a falta de repertorio de habilidades para lidar com a situação.

Os comportamentos inadequados são um dos maiores obstáculos do tratamento de pessoas com desenvolvimento atípico. Alguns comportamentos podem ser muito difíceis de serem alterados e podem trazer muito estresse e frustração tanto para a pessoa que emite estes comportamentos, quanto para as pessoas que fazem parte de sua rotina.

Quando lidamos com crianças, a presença de birras, gritos e outros comportamentos inadequados fazem parte de uma rotina normal, mas ainda assim, gerir essas situações pode ser um processo complicado.


Então, como podemos lidar com esses comportamentos inadequados em crianças com Transtorno do Espectro Autista ? TEA? 

Apesar de essas birras serem similares às de crianças típicas, existem algumas dicas para lidar com essa situação de uma maneira mais tranquila para os pais e a criança.

Uma criança com autismo pode não ser capaz de controlar certos comportamentos inadequados e é importante que ela não seja punida severamente por eles. 

Alguns comportamentos inadequados que crianças com autismo podem ter dificuldade para controlar incluem:

·        Morder suas mãos e dedos;

·        Agitar ou balançar as mãos (comportamento auto estimulante que ajuda pessoas com autismo a regular suas emoções);

·        Gritar;

·        Machucar-se ou bater com a cabeça em algum lugar;

·        Não olhar para as pessoas ou não manter contato visual;

·        Agressão física contra colegas e adultos, como morder ou chutar.

Muitos desses comportamentos resultam das dificuldades das crianças em expressarem suas necessidades e desejos ou entender as normas sociais.

É importante entender melhor por que eles estão agindo dessa forma e, se necessário, tente evitar esses gatilhos no futuro.


É importante ensinar regras para crianças com autismo porque, sem elas, sua experiência de mundo pode ser mais estressante e provocadora de ansiedade. 

Crianças com TEA percebem o mundo de forma diferente, sua percepção do mundo pode ser uma experiência assustadora; portanto, ao ensinar-lhes regras e impor a disciplina, eles desenvolvem uma maior compreensão de como o mundo ao seu redor funciona e podem, portanto, se tornar mais adaptativos. 

Crianças com autismo respondem melhor a técnicas disciplinares que se concentram no lado positivo. 

Com estratégias de reforço positivo, você chama a atenção para as coisas que ela está fazendo certo (usando a voz baixa, por exemplo) e a elogia ou recompensa por isso.

Os colapsos são comuns em crianças, mas pode ser mais difícil acalmar uma criança com autismo. 

Algumas crianças autistas podem aprender técnicas para manter a calma e utilizá-las quando começarem a sentir-se fora de controle de si mesmas ou de uma situação.

Uma técnica simples de manter a calma é inspirar e expirar pelo nariz lentamente enquanto fecham os olhos e imaginam algo agradável.

Muitas crianças com autismo se sentem seguras com rotinas e ordem, portanto podem ter dificuldade em lidar com alguma situação onde as rotinas regulares são interrompidas. 

Eles podem atacar ou aumentar comportamentos auto estimulantes para lidar com situações imprevisíveis. 

Ajude-os limitando o número de atividades que eles precisam fazer e dê preferência a uma rotina previsível para a criança.

É melhor usar uma linguagem simples e direta com crianças com autismo. 

Crianças com transtorno do espectro autista costumam ter dificuldade para entender as sutilezas da linguagem verbal ou da linguagem corporal.

Quando a criança começar a apresentar um comportamento inadequado, indique o que você prefere que ele faça, em vez do que ele não deve fazer.


?Portanto, comportamentos inadequados podem estar presentes tanto em crianças típicas quanto atípicas, mas deve-se realizar uma abordagem mais cuidadosa quando se trata de crianças autistas.

Entender que a criança com TEA não processa informações da mesma maneira que uma criança que não é autista é o primeiro passo, depois disso pode-se fazer o uso de uma linguagem mais clara, reforço positivo e outras formas de estimular a disciplina em seu dia a dia.

 

TUCIONA

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