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Quando a criança nasce, ela desconhece tudo o que é relacionado ao mundo ao seu redor. E é por falta desse conhecimento que as crianças necessitam de cuidados constantes, principalmente nos seus primeiros anos de vida quando são extremamente frágeis.

Nesse momento, os pais são responsáveis pela supervisão e cuidado, mas essa tarefa deve ser dosada e se isso não for feito da forma adequada, surge a figura do pai superprotetor.

Um pai superprotetor é aquele que procura proteger seu filho de todos os perigos ou situações desconfortáveis possíveis.

Em primeiro momento esse posicionamento pode parecer uma forma de amor, carinho e cuidado, mas na verdade pode trazer efeitos negativos significativos principalmente na saúde mental da criança.

Proteger filhos é uma obrigação natural dos pais, mas se isso for feito de forma exagerada, pode ser muito prejudicial tornando a criança insegura.

Os pais Superprotetores estão constantemente ?em cima? de seus filhos, impedindo que corram qualquer tipo de perigo. Isso, ao invés de proteção, causa na criança um sentimento de insegurança.

Há um outro termo para isso, se chama ?paternidade-helicóptero?, os pais que estão sempre de olho em seus filhos.

Um pai-helicóptero é aquele que está controlando continuamente o seu filho (girando ao seu redor sempre), que lhe diz como deve brincar, como guardar suas coisas, como agir, como fazer, entre outras determinações.


Mas até que ponto deve ser feita essa proteção?

Quando esse cuidado se torna excessivo, existe a possibilidade de ser comprometido o desenvolvimento da criança pois elas tendem a crescer autoritárias não só com os pais, mas também com a família.

Esse comportamento autoritário vai se estender não só para os colegas como também para os seus professores.

Cabe aos pais orientar seus filhos em relação aos perigos do mundo e não os isolar simplesmente em casa.

Muitos pais acham que devem escolher o caminho dos seus filhos, deixando de lado a autonomia deles.

Pais Superprotetores irão gerar filhos que não sabem lidar com suas emoções e sentimentos.

A psicóloga e escritora Olga Tessari afirma que ?a superproteção acontece quando os pais impedem o desenvolvimento pleno por medo do sofrimento?.

Ou seja, o medo de que o filho possa passar por dificuldades, violências ou outros problemas faz com que o monitoramento seja constante e, muitas vezes, impede que a criança aprenda a lidar sozinha com momentos difíceis.

O grande desafio nos dias de hoje é saber dosar os carinhos com os cuidados sem ser um pai superprotetor.

De acordo com a psicanalista Anne Lise Scappaticci, da International Psychoanalytical Association, a superproteção é algo que surge em pessoas amorosas e bem-intencionadas, mas que não conseguem lidar com a própria ansiedade.

Na maior parte das vezes, elas são inseguras e não conseguem se conter e deixar que a criança viva novas experiências.

Outro traço comum é desconsiderar a idade do filho e tratá-lo constantemente como um bebê pequeno e indefeso. E as consequências correspondem ao tratamento: a criança cresce acreditando que é pequena e indefesa.

De acordo com estudos, as crianças podem crescer com medo do novo, com dificuldades de se relacionar e fazer novos amigos, com falta de iniciativa e isolamento.

Esse tipo de proteção também pode passar a mensagem de que a criança não é capaz de resolver seus problemas sozinha, sempre dependendo dos pais para resolvê-los.

Além disso, um estudo publicado pelo Journal of Child and Families Studies aponta que esse tipo de comportamento dos pais aumenta o risco de a criança se sentir incompetente, sofrer com depressão e ter ansiedade ? sintomas que podem surgir mesmo no futuro, quando a criança já for adulta.

Outra análise, da Universidade de Warwick, envolvendo mais de 200 mil crianças no Reino Unido, mostrou que a superproteção também aumenta o risco de bullying.

Encontrar a dose certa entre cuidar sem exagero realmente não é uma tarefa fácil.

Mas é de extrema importância deixar a criança ou o adolescente passar por todo o tipo de experiencia e isso é fundamental para o seu desenvolvimento.


??Segundo pesquisadores, os pais devem:

? Ser sensíveis às necessidades de seus filhos, reconhecendo quais são suas capacidades na hora de encarar diferentes situações.

? Orientar a criança, sem interferir nem solucionar o problema, para que ela consiga o objetivo a que se propõe, orientando-lhe que pode se virar sozinha, o que a levará a um melhor desenvolvimento da sua saúde mental e física e a melhores relações sociais e resultados escolares.

? Não limitar as oportunidades das crianças.

? Ajudar seus filhos a controlarem suas emoções, conversando com eles sobre como entender seus sentimentos e explicando-lhes que os comportamentos podem resultar de certas emoções, assim como as consequências que as diferentes reações podem acarretar.

? Também podem ajudar seus filhos a identificar estratégias de confrontação positivas, como respirar fundo, ouvir música, colorir ou se retirar para um lugar tranquilo.

A chave para uma Educação é o apoio e o limite e não a superproteção.

STI

 

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